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Passagem de ano com 16 minutos de fogo de artifício, música portuguesa e recolha permanente de vidro na rua

Foto: Desconhecido | Arquivos rádio Nova Nacional

A passagem de ano no Porto terá três palcos com música, 16 minutos de fogo de artifício, cortes no trânsito, reforço policial, mais transportes públicos e cerca de 80 pessoas a recolher vidro na rua.


Apesar de a festa maior estar marcada para a noite de 31 de dezembro, o Porto começa a preparar a chegada de 2020 já a partir deste sábado, com o primeiro de quatro concertos agendados para a Avenida dos Aliados. A informação foi dada esta sexta-feira por Rui Moreira, presidente da câmara,  na apresentação do Plano de Segurança e Mobilidade para a passagem de ano na cidade.


O palco montado no principal salão de festas no Porto inaugura, a partir das 22h de sábado, com um concerto de Marta Ren, acompanhada pela Orquestra de Jazz de Matosinhos. No domingo, corre-se a tradicional São Silvestre, a partir das 18h, cuja partida e chegada será, também, nos Aliados. O evento, que promete juntar 17 mil participantes de 42 países, irá condicionar o trânsito com o corte de circulação a veículos entre a Cordoaria e os Aliados, das 14h às 23h.
Terça-feira, 31 de dezembro, dá-se a despedida de 2019 e as condições meteorológicas parecem ser favoráveis. Pelas 22h30, Tiago Nacarato anima o palco dos Aliados e depois da meia-noite será a vez de Miguel Araújo. O fogo de artifício, um investimento de cerca de 25 mil euros, será lançado a partir do edifício da Câmara Municipal e terá a duração de 16 minutos.
A festa continua até às quatro da madrugada com a dupla de DJ portuenses Gonçalo Mendonça e Francisco Aires Pereira e, como já tem sido habitual nos últimos anos, haverá mais dois palcos alternativos a funcionar, um na Praça dos Poveiros e outro no Largo Amor de Perdição, junto à Cordoaria, com DJ sets das 22h às 4h.

O trânsito de veículos estará cortado na zona da Baixa, como mostra a imagem

O trânsito a veículos estará cortado entre as 21h e as 5h
 numa área compreendida entre a estação de Metro da Trindade, Rua D. João IV, Rua General Sousa Dias, Rua Mouzinho da Silveira, Rua Nova da Alfândega, Rua D. Pedro V e Rua Álvares Cabral, sendo que a opção de mobilidade sugerida é mesmo os transportes públicos.
“Haverá reforço das ofertas da STCP, Metro do Porto e CP, quer ao nível de intensificação de horários quer no maior número de composições disponíveis. Para quem não pretende abdicar da viatura própria, a opção mais viável será a utilização dos parques periféricos, fora das zonas com mobilidade condicionada, que oferecem um regime especial para estacionamento”, revelou Rui Moreira.
Nas linhas azul (A), vermelha (B), verde (C), amarela (D) e laranja (F) do metro, os veículos duplos irão funcionar entre as 22h e as 6h. Já a linha violeta (E) encerrará, como habitualmente, à 1h. No que toca aos autocarros, conta-se com um aumento geral da capacidade, através de veículos articulados, e de frequência. Pode esperar ainda uma sobreposição da oferta da rede noturna com a rede da madrugada, das 21h às 5h30, e o serviço direto Porto Gondomar, através da linha 800, durante toda a noite. Já os comboios urbanos do Porto terão uma tarifa promocional, de 2€ ida e volta, num serviço dimensionado para 37 mil lugares.
Segundo Manuel Paulo Teixeira, diretor municipal da Mobilidade e Transportes, o pico da procura acontece uma hora antes e uma hora depois do fogo de artificio, por isso, sugere que se comprem os títulos de transporte e se façam as viagens atempadamente, de forma a evitar filas e confusões.
Caso pretenda levar o carro para a Baixa, saiba que pode estacionar com o tarifário especial andante nos parques da Casa da Música, Campo Alegre e Estádio do Dragão. Também o parque do Campo 24 de Agosto terá uma redução nesta noite, custando 5 euros por 12 horas.

Ameaça de terrorismo “não é a principal preocupação” para a polícia

Paulo Lucas, Superintendente-Chefe do Comando Metropolitano do Porto da PSP, revelou que o dispositivo policial será “idêntico aos anos anteriores”, não existindo “nenhuma alteração substantiva”.
A grande preocupação da polícia prende-se essencialmente com o controle de multidões e a interdição da circulação de automóveis, não colocando de fora a hipótese de fechar a Avenida dos Aliados caso seja necessário. “Numa situação extrema em que se chega à conclusão de que o espaço não comporta mais pessoas, em termos de contingência está previsto encerrar e não permitir mais entradas, apenas saídas. Vamos esperar que isso não aconteça”, afirmou.
O Superintendente-Chefe adiantou que a “ameaça de terrorismo não é claramente, neste momento, a variável que oferece maior preocupação” — no entanto, existirão equipas preparadas para comportamentos de risco. “Não está prevista a realização de revistas a todas as pessoas que vão entrar na praça, (…) no entanto, iremos ter equipas, que com base em indicadores de risco em termos de perfil, poderão abordar uma pessoa e verificar, nomeadamente, uma mochila.”
Relativamente ao vidro, não serão impostas ao público medidas específicas, mas sim aos comerciantes, uma vez que serão proibidos de servirem bebidas em garrafas. O cenário “constitui, de alguma forma, um risco”, pelo que se apela às pessoas “que não deixem o vidro no chão e evitem partir garrafas”. Rui Moreira, presidente da câmara municipal, garantiu que estarão “cerca de 80 pessoas em permanência” no terreno a recolher o vidro, além de existirem contentores distribuídos pelos locais.
Em 2018, a Avenida dos Aliados registou a maior enchente da sua história, com cerca de 200 mil pessoas durante mais de quatro horas de festa. Segundo Rui Moreira, o número de ocorrências foi dos mais baixos de sempre, com 61 ocorrências ligeiras.