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Infetados com coronavírus em Portugal disparam em 24 horas e deixam País em alerta

Foto:Peter Kneffel | Arquivos DPA

Em menos de 24 horas, o número de pacientes infectados pelo novo coronavírus em Portugal subiu de 41 para 59. A notícia confirmou-se no boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde. Destes 59 pacientes, 57 estão internados.

Já esta manhã, sem concretizar, a ministra da Saúde Marta Temido confirmou o aumento de casos no parlamento relativamente àqueles que foram registados na terça-feira.

Dos 59 casos de coronavírus em Portugal, 29 estão a ser acompanhados no Hospital São João, no Porto que recebeu nas últimas 24 horas, 10 novos casos. O caso de uma jovem de 17 anos transferida do Hospital da Feira é o que inspira mais cuidados.

Para já, ilhas e Alentejo continuam a ser as únicas regiões sem qualquer exame positivo. Depois do norte onde há, no total, 36 pacientes infetados, a área da Grande Lisboa concentra outros 17. Há três doentes na zona Centro e outros três no Algarve.

83 à espera de exames

Numa altura em que os jogos de futebol se realizam à porta fechada e se equaciona o encerramento das escolas para conter a epidemia, a DGS acrescenta que mais de três mil pessoas estão em vigilância depois de terem apresentado sintomas ou terem estado em contacto com uma possível fonte de infeção.

Há neste momento 471 casos suspeitos e 83 potenciais infetados a aguardar o resultado dos exames médicos. Quer isto dizer que o número infetados pode continuar a aumentar.

Face ao aumento de casos, o governo já ordenou a suspensão temporária de visitas em hospitais públicos, lares e prisões da região Norte. De resto, a mais afetada pela propagação do vírus que já provou mais rápida do que a propagação da SARS e da MERS. Há várias escolas a norte do país fechadas. As restrições também se aplicam a ginásios, bibliotecas, piscinas e cinemas.

SNS prepara resposta

Face ao aumento do número de chamadas, a linha Saúde 24 vai ser reforçada com 81 enfermeiros, a partir de sexta-feira. Entretanto, mais de mil médicos responderam ao apelo lançado pelo Bastonário da Ordem Miguel Guimarães para reforçar a capacidade de resposta dos hospitais e dos centros de saúde.

Numa carta enviada a todos os médicos, o bastonário apelava ao espírito solidário e humanista dos clínicos, sobretudo aos que já saíram do Serviço Nacional de Saúde (SNS), recordando que o novo coronavírus já é uma pressão acrescida num SNS "alvo de grande desinvestimento ao longo dos últimos anos". "Nesta altura em que enfrentamos o surto do novo coronavírus (Covid-19), escrevo-vos evocando o nosso passado e presente, apelando à vossa colaboração direta neste desafio de saúde pública internacional, considerado pela Organização Mundial de Ssaúde uma emergência", sublinhava o bastonário.

Fonte: Contacto